Empreendimentos
    • 2.ª Fase da construção da ETAR de Coloane

      Face ao desenvolvimento das zonas circundantes do COTAI, foi então dado início em 2006 à 2.ª fase da construção da ETAR de Coloane, com uma área de aproximadamente 20.000 m2, situada a norte da 1.º fase da ETAR de Coloane. Esta foi projectada para o tratamento diário de 110.000 m3 de água residual segundo o nível 2 da directiva nacional relativamente ao tratamento e descargas de águas residuais urbanas e suburbanas, padrão este utilizado para a qualidade da água descarregada. Concluído a sua construção, o tratamento diário de água residual de toda a ETAR, incluindo as instalações referentes à 1.ª fase, passará então a ser de 130.000 m3, o suficiente para fazer face às próximas futuras necessidades do desenvolvimento do COTAI e de Coloane.A tecnologia belga de tratamento biológico LUCAS  utilizado na 2.ª fase da ETAR de Coloane compreende num total de 4 linhas de tratamento biológico, sendo cada um composto por tanque misto, tanque arejador e tanque de sedimentação. Na fase de pré-tratamento, a água residual é sujeita ao processo de separação de sólidos por gradagem, composto por grades grossas e grades finas, desarenamento nas caixas de areia e desengorduramento nas caixas de gordura, seguindo depois para um dos processos de tratamento biológico por decantação nos chamados reactores biológicos. E antes de ser despejadas para o meio ambiente receptor é desinfectada por meio de radiação ultravioleta.As instalações da 2.ª fase do ETAR de Coloane são todas fechadas hermeticamente e equipadas com sistema de tratamento de odores, com vista a garantir assim que não venha isto ter impacto nas imediações das instalações do ETAR. E o lodo resultante do tratamento de águas residuais, depois de desidratado, é encaminhado para incineração na ETAR da Península de Macau.

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    • Novas instalações do Centro de Incineração de Resíduos de Macau

      O aumento significativo de resíduos urbanos, resultantes do rápido desenvolvimento económico verificado após o estabelecimento da RAEM e do aumento da qualidade de vida dos cidadãos, vieram por sua vez antecipar a saturação da capacidade de tratamento das antigas instalações deste Centro de Incineração. Assim sendo, para fazer face ao progressivo aumento de resíduos sólidos, veio então a Administração da RAEM em 2005 dar início à execução das obras de ampliação do Centro de Incineração de Resíduos de Macau.As novas instalações, situadas a sul das antigas, resultantes das obras de ampliação do Centro de Incineração de Resíduos de Macau, concluídas em 2008, são também equipadas com 3 fornos de tecnologia alemã da marca Siemens-Martin. E cada forno trata diariamente de 288 toneladas de resíduos, pelo que concluída a sua ampliação, a sua capacidade total de tratamento diário de resíduos poderá então atingir a ordem das 1.728 toneladas.O sistema de purificação e de tratamento do fumo gerado pelos fornos destas novas instalações obedece rigorosamente ao disposto na Directiva Europeia 2000/76/EC relativamente aos poluentes contidos no fumo libertado. Assim sendo, nesta perspectiva, o fumo libertado é sujeito ao tratamento por meio de injecção de amónia e uso de argamassa e carvão activado, passando depois pelo despoeiramento por meio de filtros de mangas, no sentido de controlar de forma eficiente os índices de NOx, HCL, SO2, dioxinas, metais pesados e cinzas existentes nos fumos.Além disso, as novas instalações estão ainda equipadas com um gerador de 16,75 MW com turbina a vapor que aproveita a energia térmica gerada pela incineração dos resíduos. E a energia eléctrica produzida além de fornecer electricidade para o auto-consumo da própria Central de Incineração, o excedente poderá ainda ser transferido para a rede pública de distribuição de electricidade. No que refere às escórias e cinzas produzidas pela incineração dos resíduos serão estas transportadas e colocadas em aterro sanitário especial para tratamento final.A par da ampliação das instalações do Centro de Incineração, será ainda acrescida uma estação de tratamento de cinzas para a inertização, por meio da solidificação, das cinzas produzidas pelas novas instalações, e após as inovações das antigas instalações, as cinzas daí produzidas serão encaminhadas para tratamento nesta estação.

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    • Plano urbanístico de novos aterros

      Na sequência da aprovação de todo o plano de novos aterros urbanos pelo Governo Central no mês de Dezembro de 2009, os trabalhos preparatórios de aterro nas diversas zonas urbanas e os estudos aprofundados têm vindo a ser desenvolvidos gradualmente e de forma ordenada. O plano urbanístico dos novos aterros, cuja área total é cerca de 350 hectares, divide-se em cinco partes, entre as quais, a Zona “A” localiza-se a leste da península de Macau, tem a maior área entre as cinco zonas, com cerca de 138 hectares, planeada de finalidades como comunidades comerciais e habitacionais, com as infra-estruturas, parque ajardinado à beira-mar, equipamento público/social e terrenos para o desenvolvimento de indústrias diversificadas. A zona “B” localiza-se no sul da península de Macau, com uma área de cerca de 47 hectares, planeada como sendo destinada a solos de aproveitamento para infra-estruturas rodoviárias, turismo e lazer, parques e zonas verdes, entre outras. As zonas “C” e “D” situam-se no lado norte da Ilha da Taipa, com as áreas respectivamente de 33 e 59 hectares. As referidas zonas destinam-se principalmente a comércio e habitação. A zona “E” localiza-se no canto nordeste da Ilha da Taipa, na vizinhança do terminal marítimo de Pac On em curso de construção, e adjacente ao aeroporto internacional, com uma área de 73 hectares, planeada como sendo destinada principalmente a instalações públicas/comunitárias, infra-estruturas de transporte, comércio e habitação e solos de aproveitamento no desenvolvimento de indústrias diversificadas.

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